O caso do cão Orelha não é apenas mais um episódio de maus-tratos contra animais. Trata-se de um crime bárbaro, cruel e repulsivo, que escancara a falência das leis brasileiras e a complacência de famílias que, em vez de corrigirem seus filhos, os premiam por atos monstruosos.
Segundo informações de jornais locais e portais nacionais, os adolescentes envolvidos não se limitaram a matar o animal. Antes disso, praticaram uma série de torturas que extrapolam qualquer limite da sanidade humana. O laudo vazado confirma que o cão foi submetido a sofrimento extremo antes de ser morto a pauladas. É um retrato da perversidade que cresce entre jovens que sabem que a lei os protege, blindando-os de punições severas.
Reincidência e Recompensa
O mais revoltante é que os mesmos adolescentes já possuem histórico de reincidência em atos de violência. Ainda assim, após cometerem o crime, foram presenteados pelos próprios pais com uma viagem à Disney. Uma afronta à sociedade, um tapa na cara de quem acredita em justiça. Que tipo de criação é essa que premia a barbárie? Que valores são transmitidos dentro de lares que transformam delinquentes mirins em “turistas de luxo” após um ato de tortura?
A Lei que Protege o Crime
O Brasil possui um sistema jurídico que, na prática, incentiva a impunidade. Adolescentes que assassinam animais – e até seres humanos – não recebem a devida correção. Amparados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, muitos saem ilesos de crimes que, se cometidos por adultos, resultariam em prisão. Essa distorção legal cria um terreno fértil para a formação de futuros criminosos. Marginais mirins que, sem freio, inevitavelmente se tornarão marginais adultos.
A Responsabilidade das Famílias
Não basta apontar o dedo para o Estado. As famílias desses jovens têm responsabilidade direta. Pais que protegem, mimam e premiam atos de violência são cúmplices morais da barbárie. Ao invés de educar, incentivam. Ao invés de corrigir, reforçam. O resultado é claro: adolescentes que se sentem intocáveis, blindados pela lei e pela conivência familiar.
Um Chamado à Justiça
O caso do cão Orelha é mais do que uma tragédia animal. É um alerta. Se a sociedade continuar aceitando que adolescentes torturadores sejam tratados como “menores em conflito com a lei” e não como criminosos, estaremos assinando a sentença de um futuro ainda mais violento. É preciso endurecer as leis, responsabilizar famílias e mostrar que tortura, seja contra animais ou pessoas, não é brincadeira de adolescente: é crime, e deve ser punido como tal.

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