Últimas Notícias

6/recent/ticker-posts

Escândalo em Macau: a “Iluminação” que apaga a transparência


Macau, RN — Se corrupção tivesse endereço fixo, a prefeitura de Macau seria candidata a sede oficial. O caso envolvendo a empresa Império Incorporações e Construção Ltda é tão escandaloso que parece roteiro de sátira política, mas infelizmente é a vida real — e paga com dinheiro público.

O salto milionário da “mão de obra”

Até julho de 2025, a empresa M DA V Varejista realizava os serviços de iluminação pública por cerca de R$ 60 mil mensais, incluindo caminhões Munck e Sky. Um contrato enxuto, direto, sem firulas.

Mas eis que entra em cena a Império Incorporações. Em apenas seis meses, a conta saltou para R$ 1.614.665,18 — uma média de R$ 269 mil mensais apenas para “mão de obra”. E como se não bastasse, os caminhões antes incluídos no contrato passaram a ser locados separadamente pela empresa OHANA, ao custo de R$ 40.400,00 mensais. Resultado: o serviço que antes custava R$ 60 mil agora devora mais de R$ 309 mil por mês.

A matemática da improbidade

Enquanto a antiga empresa entregava serviço completo, a nova cobra três vezes mais apenas para acender lâmpadas. E o detalhe mais saboroso — ou indigesto — é que os materiais (luminárias, postes, lâmpadas) são comprados de outra fornecedora, a LUMIART, que em 2025 recebeu R$ 1,44 milhão.

Ou seja, a Império não fornece material, não disponibiliza caminhões, apenas mão de obra. Mas cobra como se estivesse iluminando Paris.

O teatro da administração

A prefeita e seu pai, ex-prefeito, parecem ter transformado a máquina pública em palco de um espetáculo grotesco. A plateia? O povo de Macau, que paga caro para assistir a esse show de má gestão e contratos suspeitos.

Ironia das ironias: enquanto a cidade enfrenta problemas básicos, a “iluminação pública” virou um buraco negro que suga recursos milionários. É como se a corrupção tivesse encontrado sua lâmpada mágica — basta esfregar e pronto, surge um contrato superfaturado.

Alta voltagem

Nunca a improbidade esteve tão presente e tão descarada nas esferas públicas. O caso da iluminação em Macau é apenas um exemplo gritante de como gestores transformam contratos em máquinas de sugar dinheiro.

A pergunta que fica é: até quando a população vai assistir passivamente a esse espetáculo de cinismo? Porque, convenhamos, se a luz da cidade depende dessa administração, melhor cada cidadão comprar sua própria lanterna.

Postar um comentário

0 Comentários