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Guamare: o abandono beira a vergonha pública

Com o microfone firme nas mãos, o apresentador Fábio Lima dá voz ao clamor da comunidade de Mangue Seco, em Guamaré. O cenário que ele revela não é de festa, nem de esporte, mas de abandono. O ginásio poliesportivo, que deveria ser um espaço de lazer e formação para os jovens, hoje é apenas um retrato da falta de compromisso da gestão municipal, sob o comando do prefeito Hélio de Mundinho.

Durante a campanha, discursos inflamados prometiam incentivo ao esporte e respeito à população. Mas o que se vê é um ginásio entregue às moscas, com paredes descascadas, piso esburacado e telhado que mais parece uma peneira. O espaço que poderia ser palco de jogos e sonhos virou um monumento ao descaso.


As imagens lembram a famosa canção inspirada no poema de Vinicius de Moraes, “A Casa”:

"Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada."  

Hoje, em Mangue Seco, poderíamos cantar: “Era uma quadra muito engraçada…” — sem teto, sem cuidado, sem futuro. O contraste entre a promessa e a realidade é tão absurdo que chega a ser cômico, mas a comédia aqui é trágica.


O abandono não é apenas físico. É simbólico. Representa o desrespeito à juventude, que perde um espaço de convivência e prática esportiva. Representa também o descaso com a palavra dada, já que as promessas de campanha se revelaram discursos vazios. O ginásio, que poderia ser um motor de inclusão e cidadania, hoje é apenas um esqueleto de concreto.


Ao empunhar o microfone, Fábio Lima não apenas denuncia o estado da quadra, mas ecoa a indignação de uma comunidade inteira. Sua fala é o reflexo da frustração de quem esperava investimento e recebeu abandono. O ginásio de Mangue Seco é mais que uma obra parada: é um símbolo da falta de comprometimento com o esporte e com a população

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