Na imagem, vemos o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes em uma conversa reservada, de pé, durante o evento do SBT News. O clima é de confidência: Lula se inclina para sussurrar algo ao ouvido de Moraes, enquanto outros presentes observam com atenção. O que chama ainda mais atenção é o gesto de um assessor de Lula — com celular em mãos e expressão firme — aparentemente tentando bloquear ou dificultar o trabalho da imprensa, como se quisesse impedir que o momento fosse registrado.
Esse tipo de atitude é preocupante. Quando um assessor, que deveria facilitar o acesso à informação, age como um obstáculo à transparência, ele compromete o papel fundamental da imprensa livre. É irônico — e grave — que um profissional da comunicação tente impedir colegas de exercerem sua função. O gesto revela uma postura autoritária, que não combina com os princípios democráticos que o governo diz defender.
Mas o que estariam Lula e Moraes conversando tão discretamente? A proximidade entre os dois, em um momento informal, levanta questões legítimas. Estariam discutindo decisões judiciais sensíveis? Estratégias políticas? Ou apenas trocando impressões sobre o evento? A ausência de transparência alimenta especulações — e, nesse contexto, o bloqueio à imprensa só reforça a sensação de que há algo a esconder.

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