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Dia Internacional da Mulher: Entre o Discurso e o Descaso em Macau

Hoje, 8 de março, o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher. Uma data que deveria ser marcada por reconhecimento, respeito e glória às mães, profissionais, guerreiras e defensoras de direitos. A mulher é, sem exagero, a coluna indispensável da sociedade — sustenta famílias, ergue comunidades e dá sentido à própria vida.

Mas em Macau, o cenário é de ironia cruel. A cidade ostenta um quadro político recheado de mulheres no poder: prefeita, secretárias, procuradora, presidente da Câmara, vereadoras, promotora, juíza, conselheiras tutelares. É quase um desfile institucional de protagonismo feminino. No papel, parece uma revolução. Na prática, é um vexame.


Enquanto os discursos oficiais falam em empoderamento, as mulheres macauenses precisam se deslocar 150 km até Ceará-Mirim para dar à luz. Isso mesmo: em pleno Dia da Mulher, a cidadã comum não tem sequer o direito básico de parir com dignidade em sua própria cidade.


É um retrato grotesco: mulheres no poder, mas sem poder algum para garantir o essencial às outras mulheres. O que deveria ser motivo de orgulho virou motivo de vergonha. O que deveria ser celebração virou lamento.


Parabéns às mulheres de Macau? Só se for às que ocupam cargos e se contentam com discursos. Àquelas que realmente precisam de apoio da justiça, da saúde e do setor público, resta o desprezo. 


No Dia Internacional da Mulher, elas não têm nada a comemorar. Ao contrário, têm muito a lamentar.


Macau é a prova viva de que representatividade sem compromisso é apenas maquiagem política. O poder feminino virou vitrine, enquanto a maternidade virou estrada. 


nesse contraste, o Dia da Mulher em Macau não é celebração — é denúncia.

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