Poder público abandona o espaço coletivo e transforma o local em símbolo de negligência.
O Cemitério do Bom Pastor, em Natal, tornou-se um exemplo gritante de como o poder público falha em sua responsabilidade mais básica: garantir dignidade aos espaços coletivos de memória. O que se vê hoje é um cenário de abandono, marcado pelo mato alto, túmulos cercados por vegetação descontrolada e estruturas deterioradas.
As imagens falam por si: cruzes enferrujadas, sepulturas tomadas por flores silvestres e caminhos quase intransitáveis. Não se trata apenas de estética, mas de respeito. O ambiente que deveria ser preservado como espaço de reverência e homenagem está entregue ao esquecimento.
É preciso deixar claro: a manutenção das lápides e ornamentos é responsabilidade das famílias. Mas o cuidado com o espaço público, com a limpeza, a conservação das áreas comuns e a preservação da dignidade do cemitério, é dever da Prefeitura. E esse dever está sendo ignorado.
Moradores próximos denunciam que o cemitério se tornou um retrato da negligência:
“É revoltante ver o mato tomando conta. A prefeitura não aparece, e quem sofre são as famílias que vêm visitar seus entes queridos”, afirma uma moradora da região.
“Não é só falta de manutenção, é falta de respeito. O poder público trata o cemitério como se fosse um terreno abandonado”, completa outro visitante.
O desrespeito tomou conta do ambiente. O Cemitério do Bom Pastor, que deveria ser símbolo de memória e reverência, hoje é símbolo de descaso e abandono. A denúncia é clara: o poder público precisa assumir sua responsabilidade e devolver ao espaço o mínimo de dignidade que os mortos e seus familiares merecem.





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