Foi sancionada em Santa Catarina uma lei que exige autorização expressa dos pais para que alunos participem de eventos escolares ligados a ideologias, sejam elas políticas, partidárias ou de cunho filosófico. A medida vem em resposta a uma preocupação crescente: escolas que, em vez de se dedicarem ao ensino de conteúdos essenciais, acabam se transformando em palcos de militância.
A lei está correta. Educação não é instrumento de doutrinação, mas de formação intelectual e cidadã. O papel da escola é ensinar matemática, português, história, ciências, preparar o aluno para compreender o mundo com base em conhecimento sólido e crítico — não moldar sua visão de acordo com interesses ideológicos de gestores ou professores.
Pais são os responsáveis naturais pela formação moral e ética dos filhos. Cabe a eles decidir se seus filhos devem ou não participar de atividades que envolvam ideologias. A escola deve respeitar esse direito, em vez de tentar se sobrepor à família.
Escolas mal dirigidas, que insistem em desviar sua função primordial, deveriam ser fechadas. Não há espaço para instituições que confundem educação com ativismo. O Brasil precisa de escolas que ensinem, que formem cidadãos capazes de pensar por si mesmos, e não de centros de manipulação.
A lei sancionada em Santa Catarina é um passo importante para recolocar a educação em seu devido lugar: ensinar, formar e preparar para a vida. Quem quiser fazer política, que o faça fora dos muros escolares.

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