A história ainda não está completamente esclarecida. Há informações de que Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina e pretendia seguir para os Estados Unidos. A Polícia Federal investiga o caso, mas, até agora, não há confirmação oficial de que ele tenha entrado na Argentina. O governo de Javier Milei também nega ter identificado sua entrada no país.
Mas há um fato que chama atenção: apenas sete minutos depois de o resultado da eleição estar matematicamente definido, a Polícia Federal pediu a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro. A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada ainda naquela noite.
No dia seguinte, Flávio foi intimado pela Polícia Federal quando visitava seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Moraes determinou que ele entregasse os passaportes e proibiu sua saída do país.
É justamente aí que surge uma pergunta que talvez muita gente não queira responder:
SE FOSSE VOCÊ, O QUE FARIA?
Você ficaria no Brasil, sabendo que seu pai foi condenado e está preso, enquanto você próprio passou a ser alvo de uma decisão judicial imediatamente depois de perder uma eleição?
Ou tentaria deixar o país antes que uma nova decisão pudesse restringir ainda mais sua liberdade?
Não estou afirmando que Flávio fugiu. A própria Polícia Federal ainda tenta descobrir se ele realmente deixou o Brasil.
Mas o episódio levanta uma questão política e jurídica que não pode ser ignorada.
Quando uma medida que restringe a liberdade de um candidato é tomada apenas sete minutos depois da confirmação do resultado eleitoral, é legítimo perguntar:
FOI APENAS UMA COINCIDÊNCIA DE TEMPO OU HAVIA UMA DECISÃO JÁ PREPARADA PARA O MOMENTO EM QUE A ELEIÇÃO TERMINASSE?
E há outra pergunta, ainda mais incômoda:
SE VOCÊ ESTIVESSE NO LUGAR DE FLÁVIO, FICARIA PARA ENFRENTAR O QUE VIESSE OU SAIRIA ENQUANTO AINDA TIVESSE ESSA POSSIBILIDADE?
A resposta é sua.
Você ficaria ou iria embora?


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