O que você faz quando a sua conta de água salta bruscamente de R$ 43,00 para R$ 280,00 de um mês para o outro? A resposta óbvia seria recorrer à concessionária responsável para solucionar um erro evidente. Porém, a realidade enfrentada com a CAERN revela um cenário de
srespeitoso de omissão, desdenho e uma incompetência técnica sem fim.
Segundo os registros absurdos da CAERN, o consumo da minha residência teria atingido inacreditáveis 19 m³ no mês. Sem aceitar esse abuso, procurei o atendimento presencial do órgão na esperança de um tratamento justo. A resposta? Indiferença total. Afirmaram que o valor "era aquilo mesmo" e ponto final.
Não me acomodei, mas foram 5 meses de uma lida exaustiva, de muita luta e desgaste. Recorri à Ouvidoria da empresa por três vezes consecutivas. Apresentei relatórios detalhados, relatos consistentes e vídeos comprovando a irrealidade daquele consumo. Para a minha surpresa, a CAERN sequer se deu ao trabalho de enviar uma equipe técnica para realizar uma vistoria in loco (no local) e conferir as provas. Preferiram manter a negativa no escritório, demonstrando um descompromisso absoluto com a verdade.
O Verdadeiro Diagnóstico: Pagando por Ar e Sendo Lesado pelo Estado
Inconformado com essa arbitrariedade, levei o caso à Agência Reguladora. A investigação e os fatos trouxeram à tona a verdade que a CAERN tentou esconder: o que passava pelo hidrômetro era excesso de ar, e não água. Dos 19 m³ cobrados, impressionantes 16 m³ eram apenas ar, enquanto o consumo real e verdadeiro da residência era de apenas 3 m³ por mês.
A constatação da Agência Reguladora não deixa dúvidas de que eu estava sendo roubado pelo Estado. Mas Deus é justo, e o parecer final foi totalmente favorável a mim. Diante disso, a CAERN agora se vê acuada e tem duas opções: revisar rigorosamente os canos e a nova tubulação ou retirar o hidrômetro e fazer uma ligação direta — uma solução que, inclusive, poderá beneficiar toda a vizinhança da Rua dos Cometas até um certo perímetro.
Um Divisor de Águas para a Nossa Comunidade
Esta vitória de 5 meses de batalha precisa servir como um divisor de águas. Por muito tempo, nós, consumidores, nos mostramos acomodados diante dos abusos, das cobranças de vento/ar nos hidrômetros e do péssimo serviço prestado. Deixamos que nos roubem passivamente como se isso fosse normal.
Não devemos aceitar as coisas assim. Buscar os nossos direitos dá trabalho, exige paciência, mas é o único caminho para fazer o que é certo prevalecer. Que esta história sirva de incentivo: vá em busca dos seus direitos, porque a verdade e a justiça sempre cobram o seu preço

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