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O consignado que virou “calote consignado”


No Rio Grande do Norte, o empréstimo consignado virou uma espécie de piada de mau gosto. O servidor público faz o empréstimo, o desconto sai religiosamente da folha, mas o dinheiro… ah, o dinheiro parece se perder em algum buraco negro da burocracia estadual. O Banco do Brasil, sem receber os repasses, fecha a torneira e não concede novos empréstimos. Resultado: milhares de servidores, que já tiveram o valor descontado, aparecem como inadimplentes. É como se o governo dissesse: “Você paga, eu fico com o dinheiro, e o banco que lute”.

Sete meses de inadimplência do Estado. Sete meses em que o governo de Fátima Bezerra transforma o consignado em um “consignado fantasma”. O servidor vê o desconto no contracheque, mas o banco não vê o crédito. E quem paga o pato? O trabalhador, que além de não ter acesso a novos empréstimos, ainda ganha de brinde um nome sujo nos cadastros de inadimplência.

É quase poético: o governo do PT no RN conseguiu reinventar o conceito de calote. Não é o calote clássico, aquele em que você simplesmente não paga. É um calote gourmet: você paga, mas o governo não repassa. Uma inovação digna de ser registrada nos manuais de “como complicar a vida de quem já está com o salário apertado”.

Enquanto isso, o discurso oficial segue cheio de promessas e justificativas. Mas na prática, o servidor público vira refém de uma gestão que parece acreditar que responsabilidade fiscal é opcional. O banco não recebe, o servidor fica negativado, e o governo finge que está tudo sob controle.

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