O ex-presidente Jair Bolsonaro teria sofrido um suposto acidente dentro da cela da Polícia Federal, episódio que reacende debates sobre as condições de sua detenção e o tratamento dado a figuras públicas em situações semelhantes. Após passar por cirurgias recentes, o incidente gera dúvidas sobre a adequação de sua permanência em ambiente carcerário.
Se por um lado o Supremo Tribunal Federal (STF) já concedeu benefícios como prisão domiciliar ou flexibilizações a réus condenados por crimes graves, por outro, Bolsonaro permanece em regime fechado mesmo sem condenações definitivas. Surge, então, a pergunta inevitável: por que não se cogita a possibilidade de prisão domiciliar para um ex-presidente que enfrenta problemas de saúde?
Seria uma questão de segurança institucional, para evitar mobilizações políticas externas?
Estaria o Judiciário aplicando critérios diferentes conforme a figura envolvida?
Ou haveria receio de que a concessão de prisão domiciliar fosse interpretada como privilégio político?
A comparação com outros casos é inevitável. Criminosos já obtiveram regalias em nome de saúde ou idade avançada. No entanto, Bolsonaro, sem condenações transitadas em julgado, encontra-se em situação distinta. Isso abre espaço para um debate maior: até que ponto a Justiça brasileira aplica seus critérios de forma uniforme?
Mais do que um episódio isolado, o suposto acidente na cela da PF expõe uma contradição que merece ser discutida pela sociedade. Afinal, se a lei deve ser igual para todos, por que alguns recebem flexibilizações e outros não?

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